De acordo com denúncias, Geraldo Júlio recebe dois salários: da Prefeitura do Recife e do Tribunal de Contas do Estado. Enquanto isso, os dias de greve dos ADI’s são descontados

Os dados constam no Portal de Transparência da PCR e do TCE. Além do prefeito, os secretários Marconi Muzzio e Sileno Guedes também têm direito às remunerações

As mobilizações de rua no Recife não cessaram. E motivos para que elas continuem surgem todos os dias na vida do cidadão pernambucano. A última denúncia do meio político que revoltou os recifenses bombou nas redes sociais no último sábado (10). De acordo com a página do facebook, Direitos Urbanos, o prefeito Geraldo Júlio (PSB) recebe duas remunerações: uma da PCR e outra do TCE. Os dados constam no Portal de Transparência da PCR e do TCE.

Segundo os portais, o prefeito que ingressou no TCE em 1992 através de concurso recebe pelo cargo de “técnico de auditor das contas públicas” uma remuneração bruta de R$ 17,532,91. Com os descontos, o valor cai para R$ 8,876,19. Já pela Prefeitura, no mesmo mês, ele ganhou R$ 7.666,12, que corresponde ao salário bruto de R$ 11.708, menos R$ 4.041,88 de descontos.

Atenção para um detalhe: Geraldo não dá expediente no TCE atualmente, pois tem garantido pela Constituição de 1988 o direito de receber o salário mesmo ocupando um cargo no Executivo. Porém, segundo a sua assessoria de imprensa, a iniciativa é legal pois não ultrapassa o teto dos servidores estaduais (R$ 25.323,50). Para isso, Geraldo devolve aos cofres municipais a bagatela de R$ 2,224,50.

Enquanto isso, após uma luta heroica por melhores condições de trabalho, os Auxiliares de Desenvolvimento Infantil (ADIs) têm seus dias de greve descontados. Lutar pelo reconhecimento como profissionais da educação e a redução da jornada de trabalho também é legal, seu prefeito. Além de ser contra tal benesse, o SIMPERE está nessa batalha junto com os ADI’s e exige a devolução imediata desse dinheiro! Desde já, convocamos toda a categoria para participar da paralisação nacional do dia 30 de agosto. E adiantamos aos governantes que este é mais um momento de luta por um país melhor para todos os trabalhadores e, sendo assim, ressaltamos que também não podemos ter esse dia descontado dos nossos salários.

*Com informações da página Direitos Urbanos e Blog do Jamildo

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