SIMPERE arranca aplausos na abertura do ano letivo no Chevrolet Hall

Aconteceu na manhã desta terça-feira (04), o evento que marca o início das aulas na rede oficial do Recife. Com a presença de mais de dois mil professores e professoras, o SIMPERE, através de sua representante Simone Fontana, fez a plateia vibrar desde sua chamada para compor a mesa até o fim de sua intervenção.

Já o secretário de Educação, Valmar Correa, não teve uma recepção muito boa, chegou a ser vaiado quando perguntou a opinião dos presentes sobre a proposta de aula-atividade apresentada pela PCR no fim do ano de 2013. Na verdade, essa proposta é um golpe que o prefeito Geraldo Julio (PSB) e o próprio secretário deram na comissão paritária de aula-atividade e na própria categoria.

No meio do ano passado ficou firmado e publicado no Diário Oficial que a aula-atividade do Professor II seria implementada no mês de agosto de 2013 e para o Professor I em fevereiro de 2014, na íntegra, como reza a lei. Porém, isso não foi apresentado no fim do ano passado.

O golpe da prefeitura consiste em aumentar a jornada de trabalho – ver proposta no fim da matéria – da categoria e pagar em bonificação a diferença entre o aumento da carga horária e a aula-atividade. Essa proposta já havia sido rejeitada durante as negociações e rechaçada pela categoria nas últimas assembleias.

Durante a intervenção da representante do SIMPERE, Simone Fontana, foi exigido ao secretário que tal proposta fosse retirada e a aula-atividade fosse aplicada em sua íntegra. Nessa hora todo o plenário se fez ouvir com uma chuva de palmas. Simone ainda foi contundente, “se a prefeitura não voltar atrás vamos parar as escolas” e convocou todas e todos presentes para as próximas atividades que acontecerão nos dias 10 e 12 de fevereiro, plenária de delegados(as) e a primeira assembleia geral do ano, respectivamente.

Já o vice-prefeito, Luciano Siqueira, foi infeliz quando fez uma parábola acerca de um lírio que havia crescido em situação desfavorável. “Os professores, mesmo recebendo baixos salários e com seus direitos ainda não atendidos, devem ser como esse lírio e trabalhar com amor, pois assim será possível mudar a educação”, disse.

Para Eunice Nascimento, diretora do Sindicato, o vice-prefeito deveria ser mais coerente com suas palavras, pois não é possível pagar as contas com amor, muito menos garantir uma educação de qualidade. Eunice finalizou dizendo que se a prefeitura insistir nessa proposta, 2014 vai começar com luta dos professores.

Vejam a proposta apresentada:

– Elevar a carga horária para 173h/a

– 1/3 de 173h/a seria 58h/a

– Tirando 20h/a que “já temos”, fica 38h/a

– Dessas 28 h/a, 5h/a seria para formação e mais 5h/a para planejamento individual

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