Não iremos pagar por uma crise que nós não começamos!

Editorial do Jornal nº01 edição de Setembro/15

 

Neste segundo semestre teremos muitos desafios para enfrentarmos juntos, um dos maiores e mais importantes para nós será a nossa campanha salarial. Nessa campanha, mais do que nunca, teremos que arrancar com nossas próprias mãos as nossas reivindicações.

Dizemos isso porque estamos em uma conjuntura nacional onde a crise econômica e política atingem números absurdos. A economia está em forte recessão. A previsão do crescimento do PIB este ano – na melhor das hipóteses – é de 3%, a um custo do desemprego de 8,3 %. Junto a isso o PT e seus aliados afundam dia após dia a cada novo escândalo. O PSDB que lidera a oposição de direita posa de bonzinho, mas está atolado até o pescoço na mesma lama da corrupção.

Contudo, tem uma coisa que o governo do PT e a oposição de direita concordam, que os trabalhadores paguem pela crise. Isso é fácil de perceber, basta ver as medidas que foram tomadas pelo governo: aprovação das MPs 664 e 665 que reduzem o direito ao PIS, seguro desemprego, pensão ou a PL da terceirização do presidente da Câmara dos Deputados Federais, Eduardo Cunha (PMDB), ou ainda o PPE que permite reduzir o salário e o tempo de serviço. E tudo isso acompanhado do corte orçamentário de quase R$80 bilhões, principalmente nas áreas sociais, como educação, saúde e moradia.

Aqui em Pernambuco também não é diferente. Paulo Câmara (PSB) e Geraldo Julio (PSB) também vêm tentando implantar os mesmo pacotes de ajustes do governo federal. A começar pelos cortes orçamentários. Eles já prometeram que não será possível fechar as contas com as despesas atuais e que vai cortar exatamente das áreas sociais. E como também não poderia deixar de ser, ambos estão sendo investigados por corrupção na construção da Arena Pernambuco.

Precisamos construir uma terceira via, porque não podemos confiar nem em Dilma nem na direita. Os trabalhadores precisam botar o seu bloco na rua, por isso a CSP-Conlutas está chamando a Marcha Nacional dos Trabalhadores e Trabalhadoras para o dia 18 de setembro.

Não iremos pagar por uma crise que nós não começamos. E isso é possível, basta ver as várias lutas que aconteceram em todo o país, inclusive em Pernambuco. Foi assim na recente luta dos metalúrgicos da GM de São José dos Carlos que reviu mais de 800 demissões. Foi assim na greve dos rodoviários que conquistaram mais de 12% de aumento no salário e 50% no ticket. Enfim, são várias as lutas que teremos que travar, mas uma coisa é certa: é possível lutar e é possível vencer!

Direção Colegiada

 

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