Óleo nas praias: Negligência de Bolsonaro, enquanto população se envenena

Óleo nas praias: Negligência de Bolsonaro, enquanto população se envenena

O vazamento de óleo que atinge as praias nordestinas desde o começo de o final de agosto é um absurdo crime ambiental que revela a face nefasta do sistema capitalista. As manchas de óleo já atingiram mais de 200 pontos de praias em todos os estados nordestinos. Sergipe decretou estado de emergência. Já foram recolhidos mais de 900 toneladas de óleo, que reforça o colapso social e ambiental que vivemos no país. O prejuízo do veneno coloca em risco a vida das comunidades que dependem do mar, além da própria atividade turística da região.

Ainda não se sabem os responsáveis por essa tragédia ambiental, sabemos apenas que o óleo teria origem venezuelana, segundo pesquisadores UFBA. Já foi descartada a hipótese de que o óleo tenha brotado naturalmente do fundo do oceano. Então, trata-se de um vazamento proposital ou acidental oriundo de atividade comercial. De uma forma ou de outra, não deixa de ser um crime ambiental, fruto das escusas relações do capitalismo com o meio ambiente. Mesmo que tenha se tratado de um vazamento acidental, o silêncio dos (ir)responsáveis durante mais de um mês, após serem despejadas toneladas e mais toneladas de óleo no mar, os torna tão culpados quanto se o despejo tivesse sido proposital.

Longe de demonstrar a preocupação devida, Bolsonaro e Ricardo Salles, ministro do Meio Ambiente, tentam se eximir da responsabilidade e põem na conta da Venezuela, de onde o petróleo se origina. O fato é que, havendo qualquer responsabilidade por parte do governo venezuelano, os principais responsáveis pelo sucateamento dos órgãos de fiscalização ambiental e pela projeção que toma desastres como esses são sim de Bolsonaro e Ricardo Salles.

Ainda que de forma inapropriada, a população tem demonstrado resistência em se voluntariar, contrariando os riscos a saúde, para limpar as nossas praias. A condescência dos governo estadual e federal expõe a população a essa substância, altamente tóxica. O governo sequer distribui equipamentos de proteção individual (EPI) e casos de intoxicação já começam a serem registrados no litoral nordestino. Diversas reportagens veiculadas na imprensa reclamam a falta de água e comida. As pessoas se envenenam para limpar nossas praias, enquanto o estado se omite. Uma verdadeira metáfora para o estado mínimo.

A disposição da população não se vê em Bolsonaro, que ocupa seu tempo distribuindo asneiras em entrevistas, e censurando filmes, além de defender seu filho para cargos que este não tem capacidade de exercer. As autoridades brasileiras parecem que se importam com o tema somente quando há câmeras. Na praia de Barra de Jangada, em Jaboatão, a Marinha, que chegou às 10h junto com a imprensa, ordenou que os voluntários, que trabalhavam desde as 5h, se retirassem para que se gravassem imagens apenas deles.

É desolador assistir ao óleo invadir nossas praias e o governo não apresentar medidas eficazes de limpeza, fiscalização e preservação. E um plano emergencial para aquelas e aqueles trabalhadores que vivem direta ou indiretamente do comércio desta região. O governo de Paulo Câmara(PSB/PCdoB) precisa apresentar uma política de proteção a essas famílias que “trabalham no verão pra comer no inverno”.

O SIMPERE exige investigação e punição dos culpados e denuncia o descaso como Bolsonaro tem dado a este desastre ambiental.

SIMPERE- Gestão Resistência e Luta

Filiado à CSP Conlutas

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