Assistimos estarrecidas e estarrecidos ao assassinato de um homem de 60 anos por seguranças do Carrefour em Porto Alegre na noite da última quinta-feira (19). Beto, homem negro, teve sua vida ceifada enquanto clamava por ajuda. Essa é uma história que vimos ser repetida semana após semana, uma vez que a população negra no Brasil ainda está subjugada aos grilhões do racismo e seus reflexos.
Neste dia 20 de novembro, denunciamos o racismo estrutural de nossa sociedade, que ainda guarda em si o ranço colonial que escravizou negros e negras vindo, à força, do continente africano e que, por consequência, relega ao povo negro os piores postos de trabalho e as condições mais indignas de moradia, a violência policial de cunho racista; são Mirtes que perdem seus filhos para o descaso com a juventude e infância negra, são Cláudias e Amarildos, Alcides e milhares de mães que choram a perda de seus filhos negros.
Conhecemos a realidade do racismo que vitima a população negra cotidianamente. Mas neste 20 de novembro em especial, queremos falar também sobre a resistência de um povo que, mesmo sendo massacrado, constrói todos os dias a sua força no resistir, buscando na organização e apostando na luta coletiva. O contrário de casa grande não é e nunca será a senzala; o contrário de casa grande é o quilombo. O povo negro construiu a sua história no Brasil semeando resistência, e com a cultura, a ancestralidade e a coletividade é saudado neste dia da consciência negra; relembrando Dandara, Mahins, Malês e Zumbis.
“Por menos que conte a História, não te esqueço meu povo.
Se Palmares não vive mais,
faremos Palmares de novo”

Simpere Gestão Resistência e Luta – Filiados a CSP Conlutas

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