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O SIMPERE manifesta seu mais profundo repúdio à ofensiva militar dos Estados Unidos contra a República Bolivariana da Venezuela, ocorrida na madrugada do dia 3 de janeiro de 2026, sob a liderança do presidente norte-americano Donald Trump, reafirmando a deliberação do X Congresso do SIMPERE em defesa da autodeterminação dos povos e da soberania da América Latina.
Tal ação representa uma grave violação da soberania venezuelana e uma afronta direta aos princípios do Direito Internacional, da autodeterminação dos povos e da convivência pacífica entre as nações. Trata-se de mais um episódio do imperialismo estadunidense na América Latina, que historicamente impõe sanções, bloqueios econômicos, intervenções políticas e militares com o objetivo de subjugar povos e controlar recursos estratégicos.
De acordo com análise do professor Marcos Vinícius de Freitas, especialista em Relações Internacionais da China Foreign Affairs University, a ofensiva não possui qualquer fundamentação legal no direito internacional. Segundo o pesquisador, o discurso utilizado por Donald Trump, que tenta justificar a agressão com o suposto combate ao narcotráfico, não se sustenta, uma vez que a Venezuela não ocupa papel central nesse problema. A narrativa repete estratégias já utilizadas em outras intervenções na região, como no Panamá, combinando sanções econômicas e asfixia política antes do uso direto da força.
Ainda segundo Freitas, os reais interesses por trás da ação estadunidense estão ligados a fatores econômicos e geopolíticos, como o controle das maiores reservas de petróleo do mundo, além da presença de países como China e Rússia na Venezuela. Esses elementos, somados à influência de setores ultraconservadores do governo norte-americano, evidenciam o caráter ideológico e imperialista da ofensiva.
Diante desse cenário, o SIMPERE afirma:* Repúdio ao imperialismo e aos ataques de Donald Trump, que colocam em risco a paz na América Latina e reeditam práticas coloniais que julgávamos superadas.
* Defesa intransigente da soberania e da autodeterminação do povo venezuelano, que deve decidir seu próprio destino sem ingerências externas, sanções ou ameaças militares.
* Solidariedade ao povo e à classe trabalhadora da Venezuela, principais vítimas do bloqueio econômico, da instabilidade política e da violência imperialista, que aprofundam a pobreza, o desemprego e a precarização da vida.
* Preocupação com graves denúncias de violações de direitos humanos, incluindo ações coercitivas contra autoridades venezuelanas, exigindo que qualquer conflito seja tratado por meio do diálogo, do respeito ao direito internacional e das instâncias multilaterais.
O SIMPERE reafirma que não há defesa da democracia, da educação pública e dos direitos sociais sem a defesa da soberania dos povos. A América Latina não pode voltar a ser palco de intervenções que servem apenas aos interesses do capital internacional e das grandes potências.
Em solidariedade ao povo venezuelano e à luta dos povos da América Latina
Simpere – Forte, Plural e de Luta
Filiado à CNTE e à CUT

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