Há 61 anos, o Brasil mergulhava em um dos períodos mais sombrios e cruéis da sua história. Em 31 de março de 1964, tanques de guerra ocuparam as ruas, o presidente João Goulart foi deposto e teve início uma ditadura militar que durou 21 anos, marcada pela censura, repressão, tortura e assassinato de opositores.
O golpe foi sustentado pelo discurso da ameaça comunista, um pretexto usado pelos militares com apoio da elite econômica e de setores conservadores da sociedade. Essa mesma lógica se repetiu décadas depois, com o golpe contra Dilma Rousseff em 2016 e a ascensão de projetos autoritários que tentaram reescrever a história, exaltando um regime que violou brutalmente os direitos humanos.
A Ditadura perseguiu professores, artistas, sindicalistas, estudantes e movimentos sociais, qualquer um que ousasse questionar o regime. Muitos foram mortos, desaparecidos ou obrigados a viver no exílio. Hoje, ainda enfrentamos ataques à democracia e ao direito à memória, com tentativas de minimizar os crimes cometidos naquela época.
O SIMPERE reafirma seu compromisso com a verdade histórica, com a defesa da democracia e com a luta por uma sociedade justa e igualitária. Precisamos manter viva a memória de quem resistiu e continuar lutando contra qualquer ameaça autoritária, por isso exigimos que não haja anistia para quem atentou contra a democracia nos atos do 8 de janeiro de 2022.
Ditadura nunca mais!
Pela memória, verdade e justiça!
SIMPERE – Forte, plural e de luta
Filiado à CNTE e à CUT
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