O SIMPERE levou 42 professoras para o Encontro, entre aposentadas, ativas e ADIs
O 1º Encontro Nacional do MML foi um marco para a organização das mulheres brasileiras. O evento que aconteceu em Minas Gerais, nos dias 4,5 e 6 de outubro, contou com 2.300 participantes de todas as regiões do país. Trabalhadoras dos Correios, bancárias, estudantes, professoras, servidoras públicas, entre outras, marcaram presença no Encontro e mostraram a força do feminismo classista do Brasil. Além disso, cerca de oito países também estiveram presentes. A abertura do evento, ocorrida na sexta-feira (04), em Belo Horizonte, foi marcada pela alegria das trabalhadoras que dançavam ao ritmo do maracatu. O SIMPERE, junto com a sua categoria, não poderia ficar de fora.
No sábado (05), segundo dia do evento, foi aberto um espaço para debater as conjunturas nacional e internacional. A mesa falou sobre os desafios das mulheres e as próximas campanhas e lutas. Após o almoço, as mulheres se reuniram em grupos de trabalho com painéis temáticos sobre aborto e sexualidade; a mulher no sindicato; saúde da Mulher; mulher negra; violência; mulher Lésbica; mulher Jovem; creches e o direito à maternidade; as mulheres e a luta internacional, trabalho Doméstico; prostituição; mulher operária; mulheres e Educação; mulher e movimento popular; mulheres Aposentadas; mulher trans*; mulheres e Transporte.
Confirmando o caráter internacionalista do MML, foi construída uma mesa internacional, marcada pela emoção com as declarações das representantes de cada país, que mostraram suas experiências de luta.
O último dia do Encontro do MML, domingo (06), debateu a violência contra as mulheres. A indiana Soma Marik, que luta contra os estupros em seu país, e Elisabeth Gomes da Silva, moradora da Rocinha, que iniciou uma luta após o desaparecimento do marido, o pedreiro Amarildo, foram as responsáveis pela discussão. Suzana Gutierrez, coordenadora do Sepe (Sindicato Estadual dos Profissionais de Educação do RJ), falou sobre a maior mobilização na rede educacional do estado. Ela aproveitou a ocasião para denunciar a violência contra as trabalhadoras feita pela PM, a mando do governador Sergio Cabral e o prefeito Eduardo Paes.
Veja abaixo alguns depoimentos que marcaram o 1º Encontro Nacional do MML:
“Existe uma guerra civil na Síria e a maior tarefa dos trabalhadores é enfrentar o seu maior inimigo: a ditadura de Assad” afirmou “Por isso nós, que estamos organizadas e em luta, não podemos ter dúvidas: devemos manifestar todo o apoio à revolução síria”.
Camila Lisboa, da CSP-Conlutas e do MML
“Estamos reunindo a indignação, a revolta e a explosão da juventude com a disposição e os métodos de luta dos trabalhadores“.
Letícia Pinho, da ANEL e do DCE da USP
“Nós todas temos uma luta muita dura pela frente e não haverá sucesso se não houver um corte de classe profundo nessa discussão. Vida longa movimento feminista e classista“,
Soma Marik, da Índia
“Não se calem, gritem quando atacarem seus filhos, seus maridos, sua família. Muitas pessoas ficam quietas e escondem os abusos que acontecem nas comunidades, nas UPP’s”
Elisabeth Gomes da Silva, esposa de Amarildo
*Com informações do PSTU e CSP-Conlutas
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