Assembleia mantém Estado de Greve e amplia as lutas

Entre as resoluções da assembleia ficou decidido um ato no dia 02, a partir das 15h, quando será realizada mais uma mesa de negociação e no dia 03 de junho, teremos Assembleia Geral, manhã e tarde, ambas atividades no Pátio da PCR

Com mais de 1500 docentes, o clima que pairava no ar era de revolta. Foi assim que ocorreu a Assembleia Geral realizada nessa última quinta-feira (29), marcada para as 8h, no Teatro Boa Vista. A insatisfação se deu diante das respostas dadas na última mesa de negociação setorial da Educação da Cidade do Recife. Com a presença do novo secretário de Educação, Jorge Vieira, e o secretário de Administração, Marconi Muzzio, as respostas ficaram aquém das necessidades da categoria. Vejamos alguns dos principais pontos:

Quanto à aplicação dos 25%, a prefeitura insiste que cumpriu a constituição com aplicação do percentual mínimo, porém não conseguiu provar isso em números, apenas declararam que projetos como Se liga, Acelera, Mind Lab, IQE, Positivo ou Robótica fazem parte dessa conta. Diante disso, os representantes dos professores exigiram que eles apresentassem as contas para provar que os 25% eram de fato aplicados na educação. Outras indagações também foram levantadas, como a aplicação desses projetos, pois além de não levar em consideração a opinião dos educadores retira a autonomia pedagógica.

Em relação ao complemento do Piso Salarial, os representantes da PCR afirmaram já pagar o que a lei obriga e qualquer outra coisa é uma briga com o MEC. Diante de tais respostas a comissão de negociação dos professores afirmou que mesmo que o MEC tente rebaixar os números no início do ano, no mês de abril sempre sai o valor consolidado a ser aplicado como reajuste e é sobre esse valor que devem ser feitos os cálculos para o reajuste do piso. No ano passado foi anunciado pelo MEC o reajuste em janeiro de 7,97%, mas em abril saiu o índice de 16,2%, faltando 8,23% para completar a diferença. E esse ano novamente estão tentando a mesma manobra para rebaixar o valor do reajuste.

Como não podia deixar de ser, também foi cobrada a falta do cumprimento do acordo sobre a aula atividade. Nessa questão nem Jorge e nem o Marconi tiveram como dissimular, apenas alegaram impossibilidade para implantá-la, mas se comprometeram a fazer o máximo, porém a proposta da prefeitura seria pagar em forma de abono para os professores que queriam e tentar de outra forma com os demais. No mesmo momento a comissão rechaçou e foram contra a proposta, mas iriam levar para assembleia.

O mais gritante, se é que é possível categorizar esses absurdos na mesa de negociação, foi a questão do PCCR. Literalmente o secretário de Educação propôs a formação de uma nova comissão para tratar do tema.  Ou seja, tudo que foi elaborado pela comissão anterior em conjunto com os representantes da PCR estava perdido. A proposta foi rebatida em mesa.

Diante de todas essas afrontas, a categoria decidiu ampliar a luta. Na próxima segunda-feira (02) haverá uma nova mesa de negociação setorial, sendo assim os participantes aprovaram um ato nesse mesmo dia, a partir das 15h, no Pátio da Prefeitura. No mesmo local acontecerão também novas assembleias, nos turnos da manhã e tarde, para decidir os rumos da campanha salarial.

ATENÇÃO! Está suspenso o calendário de reposição enviado pela Prefeitura publicado no Gestor em Rede!
Nova proposta discutida pelo SIMPERE na última mesa de negociação – Os dias 18 de fevereiro,17,18 e 19 de março de 2014 deverão ser repostos nos dias reservados aos Conselhos Pedagógicos. Ficando assim, os Conselhos Pedagógicos remetidos para os sábados, posteriormente apresentados pela PCR.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

1 × 2 =