Simpere rejeita nova proposta da PCR e convoca Assembleia Geral nesta terça-feira (10) para decidir deflagração de GREVE

Simpere rejeita nova proposta da PCR e convoca Assembleia Geral nesta terça-feira (10) para decidir deflagração de GREVE

Na mesa de negociação setorial dos professores, na manhã desta segunda-feira (09), no Centro Paulo Freire, a proposta da Prefeitura foi de reajustar o salário dos professores apenas a partir de outubro, abaixo do reajuste previsto pelo MEC, e sem chance de retroativos.

O reajuste seria parcelado em três percentuais, que gerariam um aumento gradual, apenas a partir de outubro, até que se chegasse ao índice do piso em dezembro. Em outubro, os professores receberiam 4,5% de aumento, em novembro esse valor seria novamente reajustado em 4%, e em dezembro o somatório dos aumentos seria reajustado em mais 3,83%, chegando assim aos 12,84% previstos pelo MEC.

O Simpere é contra a aceitação dessa proposta, visto que a lei federal nº 11.738/2008 (Lei do Piso) prevê que o reajuste salarial deve ser pago a partir do início do ano, e para que este direito seja respeitado pela PCR basta ter vontade política para refazer as contas e valorizar o profissional da educação.

Apesar do reajuste salarial ter sido o ponto principal da reunião, também foi discutido o escoamento do dinheiro público em projetos privados, e o Abono Educador 2020, que vai ser reajustado para o valor do salário mínimo, R$ 1045.

Amanhã, terça-feira (10), a categoria se reunirá numa Assembleia Geral para decidir os encaminhamentos de luta, e votar a DEFLAGRAÇÃO DE GREVE. O encontro acontecerá às 14h no Teatro Boa Vista (Rua Dom Bosco, 551).

Os Secretários Marconi Muzzio (Administração e Pessoas) e Bernardo D’almeida (Educação) insistem em defender que a PCR não tem dinheiro para pagar os 12,84% previstos pelo MEC, mas nem sequer apresentam os valores dos investimentos em pacotes de projetos privados com clareza. Dados do portal da transparência mostram que, apenas em 2019, o investimento da PCR em terceirização foi de R$ 1,14 bilhões. Na educação, isto significa adesão de pacotes e convênios privados no projeto pedagógico, e que, por desconhecimento da realidade das escolas, não geram resultados práticos na formação dos alunos.

SIMPERE — Gestão Resistência e Luta — Filiado à CSP CONLUTAS

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