CNTE TRAI os(as) PROFESSORES(as) DO PAÍS

Os governadores: Tarso Genro (PT/RS); José Raimundo (DEM/SC); André Puccinelli (PMDB/MGS); Marconi Perillo, (PSDB/GO); Wilson Martins (PSB/PI) e José de Anchieta (PSDB/RO) depois da derrota em 2008 no STF na Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADIN)  contra a Lei do Piso, entram agora com uma nova ADIN, pela atualização do Piso apenas pelo INPC e pede a  anulação dos reajustes conquistados desde 2010.

Nos preparativos para a Marcha à Brasília a CNTE já mostrava sua traição.  Nos seus cartazes, o eixo era: “Só o INPC não Dá”. A Confederação anunciava que abriria mão do custo aluno como cálculo para o Piso. Tudo isso para tentar uma proposta mediadora que nem atendesse a esses governadores traidores nem botasse o governo sob pressão. Com essa proposta a Confederação prejudica os professores. Aliás é o lógico: é impossível agradar ao patrão e ao trabalhador ao mesmo tempo. A proposta é de que a atualização financeira do Piso passe a ser feita da seguinte forma: INPC+50% do crescimento da receita do FUNDEB.

Na verdade, a CNTE está propondo substituir o atual modo de cálculo por outra fórmula: INPC mais metade do crescimento da receita do Fundo, sobre a justificativa da crise que virá. O que segundo os dirigentes da Confederação, obrigaria o MEC a praticar, em vez de 21,24% para janeiro próximo, apenas 4,5%. Como esse cálculo, o reajuste pode variar de 7 a 16%, o reajuste dos professores poderá ir de 9 a 13,5%.

A greve dos três dias, em março, foi bem sucedida. Os trabalhadores em educação do Brasil mostraram que estavam prontos para mais, tanto que assustou a própria CNTE. Durante os meses seguintes, ela não manteve a movimentação necessária para que a classe permanecesse mobilizada e marcou a próxima reunião apenas para setembro.  Nesse ínterim, o PL dos governadores traidores fora aprovado numa Comissão da Câmara Federal. O SIMPERE enviou uma carta à CNTE solicitando antecipação da reunião para que tomássemos providências emergenciais – não foram atendidos.

No seminário realizado aqui em Recife, em setembro, a traição se materializou. A Confederação chamou reunião do Conselho de Entidades Filiadas e aprovou essa proposta. O papel que a CUT exerce nesse processo é, no mínimo, de conivência. Nada mais cômodo para ela ter uma Confederação que vacila na mobilização com o intuito de preservar o governo que defendem.

Essa atitude da CNTE veio reacender os ânimos de correntes de oposição que se manifestaram contrários ao golpe. Durante o evento realizado aqui em nossa cidade, ficou marcado entre a oposição um encontro nacional em Porto Alegre, no dia 01 deste mês, onde muitas entidades de vários estados discutiram encaminhamentos diferentes do que a CNTE aprovou no seu Conselho. O Simpere e a CSP-Conlutas compõem essa empreitada  pela construção de um instrumento de luta democrático e que mobilize de verdade pela real valorização dos(as) professores(as).

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