Professores e professoras do Recife rejeitam proposta indecente de aula-atividade de Geraldo Julio

Estado de Greve! Esse foi o resultado da primeira Assembleia Geral do ano de 2014. A categoria de professores do Recife discutiu na manhã desta terça-feira (12) a proposta de aula atividade do Prefeito Geraldo Julio (PSB) e do secretário de Educação Valmar Correa e o resultado foi a rejeição por unanimidade. O evento teve início às 8h e contou com a presença de mais de dois mil participantes, sendo considerada uma das maiores assembleias do último período.

Outro ponto discutido na ocasião foi a prestação de contas 2012/2013, aprovado pela ampla maioria dos presentes. Além disso, a categoria aprovou os eixos que irão compor a pauta da campanha salarial de 2014. Porém, o ponto mais polêmico foi a proposta apresentada pela PCR no fechar do ano de 2013, na qual ela aumenta a jornada de trabalho e transforma a aula atividade em gratificação.

Por unanimidade a proposta foi encarada como ilegal e imoral, além de potencializar o processo de adoecimento desses profissionais. Intervenção após intervenção os professores foram mostrando sua insatisfação com a forma que a prefeitura conduziu o processo de negociação para implantação de 1/3 de aula atividade. Para Luiza Lira, Coordenadora Geral do SIMPERE, a forma usada pela PCR para impor a proposta foi de contra tudo o que a comissão paritária discutiu durante mais de seis meses, uma vez que já havia sido rejeitada pela comissão e pela própria categoria.

O resultado não poderia ter sido outro, além de rejeitar, os docentes decidiram entrar em estado de greve e organizar uma aula-atividade pública no próximo dia 18 de fevereiro, na praça Tiradentes, localizada na Rua do Cais do Apolo, a partir das 8h. Em seguida, os professores seguirão até o pátio da Prefeitura do Recife. Na mesma ocasião irá acontecer às 15h uma nova reunião da comissão paritária na Secretária de Educação.

 

Veja as outras resoluções:

  • Aula atividade sem aumento de jornada de trabalho;
  • Piso Salarial de fato! Queremos também o percentual que o MEC omitiu em 2013 (8,22%);
  • Condições de trabalho:

– material para trabalho/estudo

– estrutura física adequada

– Cumprimento da resolução do CME sobre quantidade de alunos nos turma e quantidade de adultos qualificados por criança em educação infantil;

  • Pela aprovação da revisão do PCCR da comissão paritária;
  • Autonomia pedagógica do professor a abaixo a ingerência da prefeitura sobre o trabalho do professor.

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